Melhor Filme:quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Melhores de 2008 - Filme
Melhor Filme:Melhores de 2008 - Direção e Roteiros


terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Melhores de 2008 - Atriz
Melhores de 2008 - Ator
Melhores de 2008 - Atriz Coadjuvante
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Melhores de 2008 - Ator Coadjuvante
Melhores de 2008 - Elenco e Performance Infanto-Juvenil

Melhores de 2008 - Categorias Artísticas




Melhores de 2008 - Categorias Técnicas




domingo, 28 de dezembro de 2008
Coração de Tinta

Inkheart, 2008. Direção: Iain Softley. Elenco: Brendan Fraser, Helen Mirren, Sienna Guillory, Paul Bettany, Andy Serkis, Jim Broadbent, Eliza Bennett, Richard Strange, Matt King, Steven Speirs, Jamie Foreman, Stephen Graham. Sete Vidas

Seven Pounds, 2008. Direção: Gabriele Muccino. Elenco: Will Smith, Rosario Dawson, Woody Harrelson, Michael Ealy, Barry Pepper, Elpidia Carrillo, Robinne Lee, Joe Nunez, Bill Smitrovich, Tim Kelleher, Gina Hecht, Connor Cruise.Gabriele Muccino conseguiu a proeza de realizar em um curto espaço de tempo duas obras insuportavelmente manipuladoras e piegas como "À Procura da Felicidade" e este mais recente, "Sete Vidas". Ambos apoiados na máquina egocêntrica de fazer bilheteria chamada Will Smith e em um forte apelo emotivo repleto de burocracias cinematográficas do gênero. É um verdadeiro martírio acompanhar 10 minutos de projeção de um longa que parte do nada e finaliza com uma mensagem desenvolvida com aparente brilhantismo, o que na verdade demonstra a grande capacidade do diretor e de seu roteiro em mascarar a pobreza de suas idéias através de elementos que conduzem o espectador a pensar que está diante de uma obra profunda, algo maior.
Grant Nieporte e seu roteiro nos apresenta ao protagonista vivido por Will Smith com receios de revelar algo mais profundo de seu passado e personalidade, um homem que simplesmente passa a seguir obstinadamente os passos de sete indivíduos e, de alguma forma, ajudá-los a superar seus maiores dramas. No meio do caminho o roteiro desvia seu curso para centrar sua narrativa na personagem de Rosario Dawson, explorando o potencial romântico do filme através de seu relacionamento com o personagem de Will Smith. Acontece que o roteiro é tão insosso que os esforços tanto de Smith, quanto de Dawson vão por água abaixo. Pior ainda é a direção de Muccino que mais uma vez demonstra-se como um diretor apelativo, explorando sequências que sugerem grandiosidade mas que não apresentam a necessária naturalidade. Muccino quer, forçosamente, provocar lágrimas e o pior de tudo é que ele não consegue.
Will Smith demonstra mais uma vez, ponto de vista particular, ser um dos atores mais hiperestimados do cinema. Ainda bem que temos a sorte de contar com a competência de seus coadjuvantes, especialmente Rosario Dawson e Woody Harrelson, que estão espetaculares. "Sete Vidas" é um filme assustador sob o ponto de vista do quão ardiloso um diretor pode ser na condução de um longa-metragem. O longa é aborrecido, entediante, ineficaz e repleto de irritantes vícios do gênero dramático, além de ser extremamente pretensioso e superficial.
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
Marley e Eu

Marley and Me, 2008. Direção: David Frankel. Elenco: Owen Wilson, Jennifer Aniston, Alan Arkin, Eric Dane, Kathleen Turner, Nathan Gamble, Haley Bennett, Clarke Peters, Finley Jacobsen, Lucy Merriam, Haley Hudson, Tom Irwin.Frankel apoia-se no livro que deu origem ao livro se mantendo restrito à simplicidade de sua condução de câmera, assim como fez em seu longa anterior "O Diabo veste Prada", se dispondo somente a contar uma história agradável, mantendo-se firme, sagaz e correto em sua narrativa. O roteiro de Scott Frank e Don Roos é emotivo e consegue fugir da pieguice graças às coordenadas que David Frankel dá a seus atores. Frank e Roos tornam a trama natural, carismática e leve, apesar de exigir envolvimento emocional de sua platéia, o que, acredite, cedo ou tarde acaba acontecendo. É impossível sair indiferente de "Marley e Eu", ao acompanhar todas as etapas do relacionamento dos personagens de Jennifer Aniston e Owen Wilson, o longa insere as cobranças externas quanto ao nascimento de um primeiro filho, o choque com a vinda de uma criança ao lar, o conflito entre a realização profissional e o auto-julgamento quanto à capacidade em lidar com a criação de um bebê. Da mesma forma, percebemos como o cão Marley é inserido no seio familiar, se tornando um importante membro dentro de um lar, assim como a pureza do amor proporcionado por um animal.
Owen Wilson sai da apatia habitual e se entrega com afinco à jornada vivida por seu personagem, ainda assim é inevitável afirmar que Jennifer Aniston está excepcional neste longa. A atriz exibe uma competência inigualável oscilando carisma e humanidade aos dramas vividos por sua personagem, enfim Aniston é completa. Como exemplo, uma das melhores cenas do filme, em que sua personagem recebe uma notícia devastadora e a câmera focaliza sua expressão enquanto recebe a mesma de um outro personagem. Aniston é econômica e precisa, não exagera, tendo a perfeita ciência de quando deve manter sua personalidade no terreno da naturalidade, aproximando-a, desta forma, do público, que de cara sente uma enorme identificação com o casal. Alan Arkin surge em uma pequena porém excelente participação.
"Marley e Eu" é um longa leve que certamente agradará boa parte das platéias, o que não é grande surpresa já que o filme possui uma emoção espontânea que envolve qualquer um que se comprometa a assistí-lo. É um longa sobre a vida e sobre como podemos aprender com ela, um conceito simples, mas que mostra-se eficiente quando bem executado. É um longa que deve ser assistido sem implicâncias ou exigências formais, assim como todo longa, creio eu, afinal arte exige subjetividade, sentimentos, e este filme é inebriante neste aspecto.
Prêmio Lumiére 2008 - Indicados - Filmes
Prêmio Lumiére 2008 - Indicados - Direção e Roteiros
Melhor Roteiro Original:
Melhor Roteiro Adaptado:quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
Prêmio Lumiére 2008 - Indicados - Atores I


quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
Prêmio Lumiére 2008 - Indicados - Atores II


terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Prêmio Lumiére 2008 - Indicados - Categorias Artísticas
Melhor Maquiagem:
Melhor Direção de Arte:Sarah Greenwood por "A Vida num só Dia"

"Falling Slowly" de Glen Hansard e Marketa Irglova - "Apenas uma vez"
Prêmio Lumiére 2008 - Indicados - Categorias Técnicas

Melhores Efeitos Visuais ou Especiais:
Melhor Som:
Melhor Mixagem de Som:segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
Rapidinhas de final de ano
As filmagens de "Nine", musical estrelar conduzido por Rob Marshall("Chicago"), devem ser encerradas em meados do mês de janeiro do ano que vêm. Na última semana todo o elenco feminino(Nicole Kidman, Penélope Cruz, Judi Dench, Sophia Loren, Marion Cotillard, Kate Hudson e Fergie) e o protagonista Daniel Day Lewis filmaram um dos principais números musicais da trama que envolve todo o elenco.
Corrijo um post que publiquei dias atrás comentando sobre "Wicked", musical baseado nos personagens de "O Mágico de Oz" que seria o próximo projeto de Baz Luhrmann("Moulin Rouge!" e "Austrália"). Baz Luhrmann está desenvolvendo um roteiro para a obra literária de F. Scott Fitzgerald que já teve uma versão cinematográfica com Robert Redford e Mia Farrow em 1974, "The Great Gatsby".domingo, 21 de dezembro de 2008
Prêmio Lumiére 2008 - Nacional - Vencedores
Melhor Filme:
Walter Salles e Daniela Thomas
Melhor Roteiro(original ou não):
Melhor Atriz:"Romance"
Uma única palavra pode definir a interpretação de Letícia Sabatella em "Romance": doçura. A atriz demonstra uma familiaridade e empatia gigantesca com a telona no filme de Guel Arraes, dando vida a uma personagem sonhadora e libertária. Sabatella vive emoções intensas durante o longa e consegue expressá-las de maneira sincera, sem apelações ou truques. A atriz também soube administrar com naturalidade as palavras do roteiro de Guel Arraes e Jorge Furtado, que nas mãos de outra atriz poderiam soar falsas. Letícia Sabatella é pura suavidade, delicadeza e sensibilidade em "Romance".
Na edição anterior: Fernanda Torres por "Saneamento Básico - O Filme"(2007).
Melhor Ator:Selton Mello
"Meu Nome não é Johnny"
Diria que João Estrela foi um prato cheio para um ator do calibre de Selton Mello. A interpretação de Mello em "Meu Nome não é Johnny" é tão marcante quanto todas as outras participações formidáveis do ator nos cinemas. No filme, Selton Mello soube respeitar o material que tinha em mãos, mas também soube aproveitar a oportunidade para improvisar e dar um ar mais leve a um personagem que por si só já tem uma carga dramática gifantesca. Em "Meu Nome não é Johnny" o ator está ciente dos limites impostos pelo personagem, sem deixar de inserir sua marca. Mello personifica a malandragem, inconsequência e posterior sabedoria e serenidade de João Estrela.
Na edição anterior: Wagner Moura por "Tropa de Elite"(2007).
Melhor Atriz Coadjuvante:Darlene Glória
"Feliz Natal"
Darlene Glória é um verdadeiro furacão quando surge em cena em "Feliz Natal", filme de Selton Mello. Furacão no pior sentido que a palavra pode ter... Na pele de uma dependente química auto-destrutiva, Glória é capaz de transmitir a dor de sua personagem e sua genuína infelicidade ao constatar que sua família foi completamente destruída. A interpretação de Darlene Glória no filme é ríspida, agressiva, comovente e avassaladora. Glória soube aproveitar a oportunidade que o diretor estreante lhe deu e tornou sua presença impactante e arrasadora.
Na edição anterior: Dira Paes por "Baixio das Bestas"(2007).
Melhor Ator Coadjuvante:Selton Mello
"Os Desafinados"
Selton Melo é de longe o melhor aspecto de "Os Desafinados" ao encarar um tipo idealista e apaixonado por cinema, o ator vive um cineasta com todas as peculiaridades que um profissional da área pode ter. No melhor momento do longa, seu personagem está filmando seu longa e dá instruções completamente incompreensíveis para seu elenco. Talvez o personagem represente a observação feita por Mello sobre todos os profissionais que já o dirigiram na telona. Em "Os Desafinados", Selton Mello está espirituoso e em perfeita harmonia com o restante do elenco, sem esquecer de deixar seus outros colegas brilharem quando devem brilhar.
Na edição anterior: Caio Blat por "Baixio das Bestas"(2007).













