quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Melhores de 2008 - Filme

Melhor Filme:
Batman - O Cavaleiro das Trevas
Ainda me lembro de como Tim Burton me deixou impressionado com "Batman - O Retorno", filme que me despertou para o universo do Homem-Morcego. Anos mais tarde, o filme continua vivo em minha lembrança, mas ainda assim é perceptível a tentativa de Burton em centrar sua história nos vilões e esquecer a mente atormentada de Bruce Wayne tanto nesta sequência como no anterior "Batman" de 1989.Os esforços de Christopher Nolan fizeram com que "Batman - O Cavaleiro das Trevas" injetasse novo ânimo na série cinematográfica do Batman nos cinemas destruída por Joel Schummacher e seu fatídico "Batman e Robin". "Batman - O Cavaleiro das Trevas" não só foi o melhor blockbuster da temporada, como um dos melhores filmes já feito no gênero, assim como a melhor adaptação de quadrinhos realizada no cinema. Apostando na trágica história do garoto que perde os pais e quando adulto resolve combater o crime, "Batman - O Cavaleiro das Trevas" dá continuidade e amplia as possibilidades introduzidas em "Batman Begins". A inserção do Coringa foi providencial para que todos os conflitos vividos por Bruce Wayne ganhassem contornos mais profundos do que os que já foram dados no primeiro longa. Wayne tem que lidar com o fardo do mito gerado em torno de sua identidade noturna e com a expectativa que os cidadãos de Gotham acabam tendo em cima dele, esperando do Homem-Morcego ações sobre-humanas sendo que quem veste o uniforme do vigilante da cidade é um ser humano como qualquer outro, repleto de defeitos e fragilidades, ou seja, apesar de todo o treinamento especial, Bruce Wayne é tão humano quanto qualquer um de nós, não é um ser dotado de super-poderes como Homem-Aranha ou Superman. Além disso, "Batman - O Cavaleiro das Trevas" consegue questionar a ética de nossa sociedade no momento em que utiliza um personagem anárquico como o Coringa para movimentar toda uma cidade, mexendo com o nervo de todos os personagens. A tregetória trágica de Harvey Dent também é um dos pontos altos do longa, uma consequência da teoria levada com determinação pelo Coringa, as pessoas são corruptíveis e podem se tornar indivíduos que não obedecem códigos de conduta à partir do momento em que levam um duro choque da vida, porém a integridade mantida por personagens como Bruce Wayne e Jim Gordon pode ser entendida como o fio de esperança para um grande centro urbano como Gotham e para a humanidade. "Batman - O Cavaleiro das Trevas" é grandioso, nervoso e, acima de tudo, uma verdadeira obra-prima que certamente não será lembrada somente como a maior bilheteria da história dos EUA depois de "Titanic" ou como o último filme do Heath Ledger, mas como um dos melhores filmes da história do cinema, um clássico do nosso tempo.
Também concorriam: "Desejo e Reparação", "Na Natureza Selvagem", "Sangue Negro" e "Vicky Cristina Barcelona".
Em anos anteriores: "Pecados Íntimos"(2007) e "Filhos da Esperança"(2006).
Saldo:
1º lugar - "Batman - O Cavaleiro das Trevas" - 9
2º lugar - "Desejo e Reparação" - 4
3º lugar - "Wall-E" - 2
4º lugar - "Vicky Cristina Barcelona", "Margot e o Casamento", "Sangue Negro", "Não estou lá" e "Romulus, Meu Pai" - 1 cada
Deixo vocês com essa lista que engloba os melhores do ano na opinião deste humilde blogueiro. Começarei o ano fora do meu habitat natural, estarei em São Paulo e no Rio de Janeiro nas próximas duas semanas, portanto posso não conseguir atualizar o blog neste período, tampouco poderei iniciar meus comentários nos blogs de muitos dos leitores do Espaço Lumiére, prática que, confesso, abandonei no último ano, mas que certamente faz parte da minha lista de promessas que pretendo cumprir em 2009. Aproveito para convidá-los a acessar o meu novo blog, onde falarei de tudo o que vier na minha cabeça à exceção de cinema, o Explosions in the Sky. Lá vocês encontrarão televisão, literatura, música dentre outros temas.
No mais, até o retorno, quando certamente voltarei repleto de novidades a tempo das aguardadas estréias de "O Curioso Caso de Benjamin Button" e "Austrália" e da premiação do SAG.
Abraços a todos e um feliz 2009, repleto de filmes memoráveis e realizações pessoais!
W.T.

Melhores de 2008 - Direção e Roteiros

Melhor Direção:
Christopher Nolan
Batman - O Cavaleiro das Trevas
Além de criar uma sequência mais poderosa que seu longa original, Christopher Nolan consegue utilizar com sabedoria toda a parafernalha e a expectativa em torno de um longa como este, centrado em um personagem que mobiliza um número incontável de pessoas. Seja utilizando recursos complicados como as câmeras IMAX nos momentos em que sua utilização mostrava-se primordial, seja na mínima e discreta inserção de efeitos digitais, Nolan dirigiu um longa de ação verossímil, diferenciando-o de outros títulos que vivem em função do dinheiro que podem gastar com recursos de alta tecnologia. Além disso, Nolan soube dar agilidade e mostrar visível melhora nas sequências de ação da continuação de "Batman Begins", fazendo de "Batman - O Cavaleiro das Trevas" um filme grandioso e poderoso como o Morcego exige. "Batman - O Cavaleiro das Trevas' é o melhor filme sobre o personagem já feito graças ao talento de Nolan na condução de tramas complicada que exigem do espectador atenção redobrada.
Também concorreram: Woody Allen por "Vicky Cristina Barcelona", Paul Thomas Anderson por "Sangue Negro", Sean Penn por "Na Natureza Selvagem" e Joe Wright por "Desejo e Reparação".
Em anos anteriores: Todd Field por "Pecados Íntimos"(2007) e Afonso Cuarón por "Filhos da Esperança"(2006).
Melhor Roteiro Original:
Woody Allen
Vicky Cristina Barcelona
Nos últimos anos nunca vimos Woody Allen em tão completa forma como ele está em "Vicky Cristina Barcelona", talvez em "Match Point", mas estamos falando do gênero que consagrou o diretor, a comédia. "Vicky Cristina Barcelona" é atual e divertido, inspirado em seus diálogos e na composição de seus personagens, como a maior parte dos filmes do Allen. Mas "Vicky Cristina Barcelona" possui um frescor perceptível ao falar de relacionamentos, ao falar de amor, em suas mais diversas formas e nas mais diversas maneiras de encará-lo e expressá-lo. Allen, ao contrário do que muitos acusaram, não utiliza Barcelona como mero cenário exótico para sua história, apenas consegue encontrar nas belezas locais o cenário ideal para sua charmosa e inteligente trama. Momentos memoráveis e domínio completo da personalidade de suas figuras centrais são garantidos através do relacionamento agressivo dos personagens de Javier Bardem e Penélope Cruz, ou mesmo na dualidade das protagonistas, a controlada personagem de Rebecca Hall e a inquieta personagem de Scarlett Johansson. "Vicky Cristina Barcelona" é o Woody Allen sedutor, que merece ser apreciado em seus mínimos e deliciosos detalhes.
Também concorreram: Woody Allen por "O Sonho de Cassandra", Wong Kar Wai e Lawrence Block por "Um Beijo Roubado", Kelly Masterson por "Antes que o diabo saiba que você está morto" e Andrew Stanton e Jim Reardon por "Wall-E".
Em anos anteriores: Peter Morgan por "A Rainha"(2007) e Michael Arndt por "Pequena Miss Sunshine"(2006).
Melhor Roteiro Adaptado:
Christopher Nolan e Jonathan Nolan
Batman - O Cavaleiro das Trevas
O roteiro de Christopher e Jonathan Nolan pode ser definido como um roteiro adaptado por conter referências e passagens claras de diversas histórias renomadas do Homem-Morcego nos quadrinhos, a mais presente delas é "O Longo Dia das Bruxas"(pelo menos a que foi mais sentida por mim). Todo o jogo distorcido que o Coringa faz com o Homem-Morcego e as diversas questões éticas sugeridas pelo longa fazem com que qualquer preconceito relativo a adaptações de gibis para a telona caiam por terra. "Batman - O Cavaleiro das Trevas" possui um roteiro maduro que dá continuidade e aumento os conflitos psicológicos de Bruce Wayne e insere novas tramas tão interessantes e bem amarradas dramáticamente quanto a do milionário que veste a roupa de Batman nas noites de Gotham para combater o crime. O filme também encontra tempo para discutir sobre os mitos criados por nossa insegura e carente sociedade, além de entregar uma das mais interessantes e bem elaborada trama de ação da história do cinema. O roteiro dos Nolan conseguiu fazer com que os quadrinhos fossem concebidos com o merecido respeito nos cinemas unindo entretenimento e arte no mesmo pacote.
Também concorreram: Ben Affleck e Aaron Stockard por "Medo da Verdade", Paul Thomas Anderson por "Sangue Negro", Christopher Hampton por "Desejo e Reparação", Sean Penn por "Na Natureza Selvagem".
Em anos anteriores: Todd Field e Tom Perrotta por "Pecados Íntimos"(2007).

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Melhores de 2008 - Atriz

 Melhor Atriz:
Nicole Kidman
Margot e o Casamento
Podem achar que a escolha é tendenciosa por ser um profundo admirador do trabalho da Nicole, mas sinceramente não conseguir achar outra performance feminina mais consistente e absoluta que a de Nicole Kidman neste subestimado e estranho drama independente. Depois de inúmeros trabalhos atacados pela crítica, que um dia já colocou a atriz em um pedestal, Kidman aparece em "Margot e o Casamento" sem maiores receios ou imposições típicas de uma estrela com seu status em Hollywood. Quando foi que vimos Kidman se submeter a um longa metragem com escassos recursos que favoreçam sua segura e estonteante estampa? Em "Margot e o Casamento" não há fotografia ou maquiagem demais que desvie nossos olhos do que realmente interessa, a composição desafiadora e arriscada de Nicole Kidman. A atriz dá vida a uma escritora temperamental que no fundo esconde uma tristeza imensa e uma inabilidade com as relações que estabelece em razão de profundos e não revelados traumas. Kidman mantém o comportamento instável e ácido de Margot durante todo o longa, fazendo com que os personagens dos outros atores reajam de acordo com os humores da escritora. O relacionamento de Margot com sua irmã Pauline é desenvolvido com naturalidade pela atriz, que consegue uma ótima química com Jennifer Jason Leigh, sem falar na dinâmica criada por Nicole com o garoto Zane Pais, um relacionamento entre mãe e filho repleto de tensão e falta de abertura e percepção. Depois de "As Horas", Kidman, ao contrário do que muitos pensam, ainda consegue ser capaz de surpreender e oferecer uma faceta completamente nova e surpreendente, na verdade, assustadora e sensível, chamada Margot.
Também concorriam: Helena Bonham Carter por "Sweeney Todd - O Barbeiro demoníaco da Rua Fleet", Julianne Moore por "Ensaio sobre a Cegueira" e "Pecados Inocentes" e Ellen Page por "Juno".
Em anos anteriores: Marion Cotillard por "Piaf - Um Hino ao Amor"(2007) e Meryl Streep por "O Diabo veste Prada"(2006).

Melhores de 2008 - Ator

Melhor Ator:
Daniel Day-Lewis
Sangue Negro
Daniel Day-Lewis é conhecido por buscar de maneira obstinada os personagens que interpreta dentro de si, muitas vezes através de recursos que podem fazer sentido somente para ele como ator, tanto que para os cinéfilos quando vemos um esforço colossal de um ator para encarnar um personagem logo falamos que o profissional utilizou o "Método Day-Lewis". O ator surge cada vez menos nas telas, mas quando dá as caras não é para brincadeira, sua interpretação vencedora do Oscar no filme de Paul Thomas Anderson consegue se sobressair à genialidade do cineasta, é como se os esforços na concepção fosse fruto da parceria entre o diretor e o ator e não somente do diretor, como ocorre na maior parte das vezes. Day-Lewis interpreta o ambicioso Daniel Plainview que enriquece com petróleo nos EUA e acaba se corrompendo de maneira assustadora pelo dinheiro, as relações afetivas do personagem são destruídas pela sua obsessão e sua condição humana se deteriora à medida em que ele acumula sua furtuna. Day-Lewis interpreta com intensidade, maestria, densidade e "fome" um personagem que exige uma compreensão aprofundada da natureza humana.Plainview além de ser um homem obsessivo, mostra-se como um empreendedor e uma mente extremamente inteligente e sagaz no relacionamento com seus oponentes, como o religioso vivido por Paul Dano. Daniel Day-Lewis é unanimidade e não há como não ser, ele é completo.
Também concorriam: Emile Hirsch por "Na Natureza Selvagem", James McAvoy por "Desejo e Reparação", Viggo Mortensen por "Um Bom Homem" e Philip Seymour Hoffman por "Antes que o diabo saiba que você está morto".
Em anos anteriores: Gerard Butler por "300"(2007) e Philip Seymour Hoffman por "Capote"(2006).

Melhores de 2008 - Atriz Coadjuvante

Melhor Atriz Coadjuvante:
Vanessa Redgrave
Desejo e Reparação
A participação de Vanessa Redgrave em "Desejo e Reparação" não chega a ocupar 10 minutos do longa, poderia ser completamente esquecível, ainda mais se considerármos que surge somente no final da projeção. Tempo suficiente para Vanessa absorver a maturidade da culpa que Briony adquiriu durante anos por ter contribuído com sua mentira para o sofrimento das duas pessoas que mais amava no mundo, sua irmã e o homem por quem era secretamente apaixonada. A Briony madura de Redgrave surge em uma sequência em que a personagem participa de um talk show para promover seu livro, diálogo que mantém com o apresentados vivido pelo falecido Anthony Minghella. Vanessa Redgrave é precisa com as palavras do roteiro, sabendo aproveitar a emoção que contém em cada linha do desabafo sincero e sofrido de Briony. Em menos de 10 minutos vemos uma lenda cumprir uma função ingrata e difícil, mas com perfeição e brilhantismo. Só mesmo Vanessa Redgrave.
Também concorriam: Patricia Clarkson por "Fatal", Penélope Cruz por "Vicky Cristina Barcelona", Jennifer Garner por "Juno" e Natalie Portman por "Um Beijo Roubado".
Em anos anteriores: Michelle Pfeiffer por "Hairspray - Em Busca da Fama"(2007) e Mia Kirschner por "Dália Negra"(2006).
Obs: o que verão é um trecho de uma entrevista de Redgrave para a promoção do filme.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Melhores de 2008 - Ator Coadjuvante

Melhor Ator Coadjuvante:
Heath Ledger
Batman - O Cavaleiro das Trevas
Heath Ledger interpretou o que os fãs do Homem-Morcego sempre quiseram ver nas telas e conseguiu inserir sua composição na concepção realista de Christopher Nolan para a série cinematográfica. Assim, em "Batman - O Cavaleiro das Trevas" vemos o Coringa como um lunático anarquista que consegue colocar toda uma cidade de pernas para o ar testando os limites e os valores éticos de cada um dos personagens da trama. A origem do personagem é indefinida, assim como no gibi, e a crueldade e o humor(que faz sentido somente para o personagem) fizeram-se presente na dosagem certa. Ledger cria trejeitos(incômodo do Corinda com as cicatrizes ao passar constantemente a língua na lateral da boca) e meneira de falar. Nas definições do próprio personagem, o Coringa é apenas um cachorro latindo ao ver um carro seguir o seu percurso, definição seguida com maestria por Ledger na composição do destrutivo vilão que desde já é um dos maiores personagens do cinema.
Também concorriam: Christian Bale por "Não estou lá", Jack Black por "Margot e o Casamento", Paul Dano por "Sangue Negro" e Tommy Lee Jones por "Onde os fracos não têm vez".
Em anos anteriores: Jackie Earle Haley por "Pecados Íntimos"(2007) e Jack Nicholson por "Os Infiltrados"(2006).

Melhores de 2008 - Elenco e Performance Infanto-Juvenil

Melhor Elenco:
Christian Bale, Heath Ledger, Aaron Eckhart, Gary Oldman, Michael Caine, Maggie Gyllenhaal e Morgan Freeman
Batman - O Cavaleiro das Trevas
Claro que a interpretação de Heath Ledger como o lunático Coringa chamou a atenção de todos, mas seria injusto não reconhecer o talento de seu elenco e a harmonia dele em cena. Cada um dos atores, mesmo aqueles com personagens "mais comuns", interpretou com sabedoria e percepção seus papéis. Christian Bale deu segmento a seu atormentado Bruce Wayne, com dilemas amplificados no segundo longa. Aaron Eckhart foi do céu ao inferno no filme, retratando o mais trágico personagem do longa em diversas fases. Gary Oldman e Michael Caine mostraram maturidade ao interpretarem os maiores incentivadores do trabalho de Wayne em Gotham. Maggie Gyllenhaal, apesar da vivível defasagem de atributos físicos, conseguiu fazer de sua Rachel Dawes uma personagem mais interessante e ativa que a apagada criação de Katie Holmes em "Batman Begins". Por fim, Morgan Freeman, "Batman - O Cavaleiro das Trevas" não seria tão agradável sem o carisma de Freeman como Lucius Fox.
Também concorriam: "Fatal", "Margot e o Casamento", "Não estou lá", "O Sonho de Cassandra".
Melhor Performance Infanto-Juvenil:
Kodi Smit-McPhee
Romulus, Meu Pai
O garoto australiano de "Romulus, Meu Pai" conseguiu com seu comovente desempenho ofuscar até mesmo a esperada interpretação de Eric Bana.Kodi Smit-McPhee é o coração do filme retratando o amadurecimento forçado de uma criança diante do inevitável e conflituoso relacionamento com sua mãe problemática e seu pai apaixonado.
Também concorriam: Freddie Highmore por "As Crônicas de Spiderwick", Paulie Litt por "Speed Racer", Zane Pais por "Margot e o Casamento" e Saoirse Ronan por "Desejo e Reparação".

Melhores de 2008 - Categorias Artísticas

Melhor Trilha Sonora Original:
Dario Marianelli
Desejo e Reparação
Dario Marianelli traz genialidade e sensibilidade à trilha vencedora do Oscar deste ano. A composição de Marianelli, insere aos tradicionais instrumentos o incessante e ritmado som da máquina de escrever, objeto de materialização da imaginação de Briony. O compositor também apresenta ótimas composições românticas que evitam o lugar comum, adicionando emoção genuína aos momentos centrados no amor impossível de Robbie e Cecília.
Também concorriam: Jonny Greenwood por "Sangue Negro", Thomas Newman por "Wall-E", Eddie Vedder por "Na Natureza Selvagem" e James Newton Howard e Hans Zimmer por "Batman - O Cavaleiro das Trevas".
Em anos anteriores: Alexander Desplat por "A Rainha"(2007) e Gustavo Santaolalla por "O Segredo de Brokeback Mountain"(2006).
Melhor Maquiagem:
Batman - O Cavaleiro das Trevas
A equipe de maquiagem de "Batman - O Cavaleiro das Trevas" foi responsável pela criação inesquecível do visual de um dos melhores personagens da história do cinema, o Coringa de Heath Ledger. A opção pelas cicatrizes ao invés do largo sorriso dos quadrinhos exigiu que os maquiadores criassem próteses específicas para o ator, antes de se submeter ao já famoso visual do Coringa, ou seja, era maquiagem por cima de maquiagem. Fora que em determinadas sequências a pintura do personagem tinha que ser desmanchada parcialmente em função da dinâmica entre os personagens, como é o caso do interrogatório do personagem.
Também concorriam: "As Crônicas de Nárnia - Príncipe Cáspian", "Hellboy 2 - O Exército Dourado", "Trovão Tropical" e "Sweeney Todd - O Barbeiro demoníaco da Rua Fleet".
Em anos anteriores: "Apocalypto"(2007) e "Memórias de uma Gueixa"(2006).
Melhor Direção de Arte:
Sarah Greenwood
Desejo e Reparação
Além da criação grandiosa da casa dos Tallis, a equipe de direção de arte comandada por Sarah Greenwood foi responsável por uma detalhada sequência da retirada de Dunquerque, feita sem edição por Joe Wright. Novamente a equipe do filme, obedecendo à proposta de Joe Wright, aposta na discrição, no trabalho dos detalhes.
Também concorriam: "Elizabeth - A Era de Ouro", "Sangue Negro", "Sweeney Todd - O Barbeiro demoníaco da Rua Fleet" e "A Vida num só Dia".
Em anos anteriores: "A Pele"(2007) e "Filhos da Esperança"(2006)
Melhor Figurino:
Jacqueline Durran
Desejo e Reparação
Poderia dizer que o icônico vestido verde utilizado por Keira Knightley na primeira fase de "Desejo e Reparação" é razão suficiente para apontar o figurino do longa como o melhor de 2008, mas seria leviano de minha parte. Todo o figurino de "Desejo e Reparação" é cuidadoso, buscando uma maior preocupação em vestir de maneira adequada seus personagens, lembrando sempre que em determinados momentos a discrição é a melhor opção para fazer com que a narrativa ganhe o seu proporcional valor.
Também concorriam: "Elizabeth - A Era de Ouro", "A Outra", "Pecados Inocentes" e "Sweeney Todd - O Barbeiro demoníaco da Rua Fleet".
Em anos anteriores: "A Maldição da Flor Dourada"(2007) e "Memórias de uma Gueixa"(2006).
Melhor Canção Original:
"Down to Earth"
de Peter Gabriel e Thomas Newman
Wall-E
A música dos créditos de "Wall-E" segue a mesma delicadeza e originalidade de toda a trilha sonora criada por Thomas Newman, além disso "Down to Earth" conseguiu expressar toda a saga do robozinho Wall-E e seu amor pela robô de última geração Eva, além de trazer em sua letra referências mil a temática ecológica do filme e à solidão de Wall-E na Terra devastada.
Também concorriam: "Falling Slowly" e "The Hill" de "Apenas uma vez" e "Another way to die" de "007 - Quantum of Solace".

Melhores de 2008 - Categorias Técnicas

Melhor Edição:
Lee Smith
Batman - O Cavaleiro das Trevas
Se teve um longa em 2008 que deve parte de seu sucesso à edição empregada, este filme é "Batman - O Cavaleiro das Trevas". Lee Smith deu agilidade e sincronia aos momentos decisivos e intimistas do longa, entendendo os momentos em que deveria valorizar as reações de seus atores ou impressionar o público com as cenas dirigidas com grandiosidade por Christopher Nolan.
Também concorriam: "Desejo e Reparação", "Não estou lá", "Na Natureza Selvagem", "Sangue Negro".
Em anos anteriores: "Bobby"(2007)
Melhor Fotografia:
Edward Lachman
Não estou lá
Para cada versão de Bob Dylan apresentada em "Não Estou lá", Edward Lachman utilizou lentes que marcavam o que o diretor Todd Haynes desejava de seus segmentos. Seja no preto-e-branco do Dylan de Cate Blanchett, seja na aparência desgastada das imagens do Dylan de Christian Bale, a fotografia de "Não estou lá" é complexa, trabalhosa e elaborada em harmonia com o longa.
Também concorriam: "Batman - O Cavaleiro das Trevas", "Um Beijo Roubado", "Desejo e Reparação" e "Ensaio sobre a Cegueira".
Em anos anteriores: "Zodíaco"(2007) e "Memórias de uma Gueixa"(2006).
Melhores Efeitos Visuais e Especiais:
Batman - O Cavaleiro das Trevas
"Batman - O Cavaleiro das Trevas" acertou em cheio no emprego dos efeitos visuais, utilizando-os em favor da narrativa e evitando os exageros típicos de longas do gênero, o que se percebe no longa de Christopher Nolan é que o máximo que se pôde fazer sem interferência digital foi feito. Quando tais recursos surgem em cena são tão perfeitos que chega a ser difícil notar, à exceção da fabulosa criação da equipe para o rosto desfigurado do Duas-Caras.
Também concorriam: "Cloverfield - Monstro", "As Crônicas de Nárnia - Príncipe Cáspian", "Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal" e "Speed Racer".
Em anos anteriores: "X-Men - O Confronto Final"(2006).
Melhor Som:
Batman - O Cavaleiro das Trevas
O som promovido por "Batman - O Cavaleiro das Trevas" é capaz de deixar qualquer espectador surdo, tamanha a intensidade utilizada pelos técnicos do filme na sonorização das sequências de ação e até mesmo dos momentos mais amenos do longa.
Também concorriam: "As Crônicas de Nárnia - Príncipe Cáspian", "O Incrível Hulk", "O Procurado" e "007 - Quantum of Solace".
Melhor Mixagem de Som:
Wall-E
A qualidade técnica da Pixar é testada em seu nível máximo em "Wall-E". A equipe de animação teve que se multiplicar em mil para criar os diversos sons promovidos não só pela comunicação dos robôs, maior parte dos personagens da animação e que não eram dublados, como também pelos movimentos dos mesmos. A composição da linguagem empregada em "Wall-E" é responsável pela naturalidade da dinâmica dos personagens e por não sentirmos a menor falta de diálogos, já que as máquinas do filme são milimetricamente mais expressivas do que muitos atores da indústria cinematográfica.
Também concorriam: "Batman - O Cavaleiro das Trevas", "Homem de Ferro", "Os Indomáveis", "007 - Quantum of Solace".

domingo, 28 de dezembro de 2008

Coração de Tinta

Inkheart, 2008. Direção: Iain Softley. Elenco: Brendan Fraser, Helen Mirren, Sienna Guillory, Paul Bettany, Andy Serkis, Jim Broadbent, Eliza Bennett, Richard Strange, Matt King, Steven Speirs, Jamie Foreman, Stephen Graham.
Não espere que "Coração de Tinta" represente inovação ou traga uma narrativa com personagens e situações dramáticas bem conduzidas como na trilogia de Peter Jackson "O Senhor dos Anéis". O longa é mais um filme de aventura fantástica, com personagens que percorrem diferentes cenários para conseguir alcançar um objetivo nobre, impedido por um vilão maquiavélico. O longa não possui sequer o impactante aspecto visual e o ritmo do subestimado "A Bússola de Ouro", é um material comum, pouco inspirado que pode perfeitamente aguardar uma conferida em DVD, se preferir.
David Lindsay-Abaire não realiza muitos esforços em seu roteiro, desenvolvendo com pouco cuidado a personalidade de seus principais personagens, fazendo com que o público pouco se interesse pelo destino deles. A direção Iain Softley é convencional, demonstrando pouca vivacidade e paixão pelo material que tem em mãos. Além disso, "Coração de Tinta" conta com um ator irregular como Brendan Fraser, fazendo com que seu parceiro de cena, o sempre talentoso Paul Bettany, se sobressaia visivelmente com um personagem muito mais interessante e desenvolvido com mais complexidade e cuidado pelo roteiro. Helen Mirren, por sua vez, surge em uma participação desinteressante e pouco produtiva, uma personagem que não faz a menor diferença quando está em cena, ou seja, um completo desperdício de talento, ainda mais se pensarmos que este é um dos primeiros longas da atriz depois de seu Oscar por "A Rainha".
Não sei se é minha predisposição a perder a paciência com este tipo de filme, mas "Coração de Tinta" é cansativo e irrelevante para a carreira de cada um dos envolvidos no projeto, principalmente para atores estupendos como Helen Mirren, Paul Bettany, Jim Broadbent e Andy Serkis, talvez para Brendan Fraser signifique algo. Quem sabe a convivência com esta verdadeira escola de arte dramática o faça melhorar em seus próximos longas? "Coração de Tinta" valeu a pena para conferir uma aparição relâmpago da visão chamada Jennifer Connely, só.

Sete Vidas

Seven Pounds, 2008. Direção: Gabriele Muccino. Elenco: Will Smith, Rosario Dawson, Woody Harrelson, Michael Ealy, Barry Pepper, Elpidia Carrillo, Robinne Lee, Joe Nunez, Bill Smitrovich, Tim Kelleher, Gina Hecht, Connor Cruise.

Gabriele Muccino conseguiu a proeza de realizar em um curto espaço de tempo duas obras insuportavelmente manipuladoras e piegas como "À Procura da Felicidade" e este mais recente, "Sete Vidas". Ambos apoiados na máquina egocêntrica de fazer bilheteria chamada Will Smith e em um forte apelo emotivo repleto de burocracias cinematográficas do gênero. É um verdadeiro martírio acompanhar 10 minutos de projeção de um longa que parte do nada e finaliza com uma mensagem desenvolvida com aparente brilhantismo, o que na verdade demonstra a grande capacidade do diretor e de seu roteiro em mascarar a pobreza de suas idéias através de elementos que conduzem o espectador a pensar que está diante de uma obra profunda, algo maior.

Grant Nieporte e seu roteiro nos apresenta ao protagonista vivido por Will Smith com receios de revelar algo mais profundo de seu passado e personalidade, um homem que simplesmente passa a seguir obstinadamente os passos de sete indivíduos e, de alguma forma, ajudá-los a superar seus maiores dramas. No meio do caminho o roteiro desvia seu curso para centrar sua narrativa na personagem de Rosario Dawson, explorando o potencial romântico do filme através de seu relacionamento com o personagem de Will Smith. Acontece que o roteiro é tão insosso que os esforços tanto de Smith, quanto de Dawson vão por água abaixo. Pior ainda é a direção de Muccino que mais uma vez demonstra-se como um diretor apelativo, explorando sequências que sugerem grandiosidade mas que não apresentam a necessária naturalidade. Muccino quer, forçosamente, provocar lágrimas e o pior de tudo é que ele não consegue.

Will Smith demonstra mais uma vez, ponto de vista particular, ser um dos atores mais hiperestimados do cinema. Ainda bem que temos a sorte de contar com a competência de seus coadjuvantes, especialmente Rosario Dawson e Woody Harrelson, que estão espetaculares. "Sete Vidas" é um filme assustador sob o ponto de vista do quão ardiloso um diretor pode ser na condução de um longa-metragem. O longa é aborrecido, entediante, ineficaz e repleto de irritantes vícios do gênero dramático, além de ser extremamente pretensioso e superficial.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Marley e Eu

Marley and Me, 2008. Direção: David Frankel. Elenco: Owen Wilson, Jennifer Aniston, Alan Arkin, Eric Dane, Kathleen Turner, Nathan Gamble, Haley Bennett, Clarke Peters, Finley Jacobsen, Lucy Merriam, Haley Hudson, Tom Irwin.
"Marley e Eu" é um filme comovente, mas diferente do que muitos podem pensar, o longa não é dono de tal característica por ser totalmente apoiado nas graças de um lindo animalzinho, armadilha fácil que o diretor David Frankel soube contornar obedecendo com fidelidade a proposta de sua narrativa. Muito mais do que um filme sobre o relacionamento e a fidelidade de um animal de estimação, "Marley e Eu" fala da construção de uma família, do quanto abdicamos por ela e da chegada da maturidade, assim como os dissabores e as frustrações que estas podem trazer. É um retrato sensível, que fala direto no coração das pessoas com credibilidade e identificação instantânea.

Frankel apoia-se no livro que deu origem ao livro se mantendo restrito à simplicidade de sua condução de câmera, assim como fez em seu longa anterior "O Diabo veste Prada", se dispondo somente a contar uma história agradável, mantendo-se firme, sagaz e correto em sua narrativa. O roteiro de Scott Frank e Don Roos é emotivo e consegue fugir da pieguice graças às coordenadas que David Frankel dá a seus atores. Frank e Roos tornam a trama natural, carismática e leve, apesar de exigir envolvimento emocional de sua platéia, o que, acredite, cedo ou tarde acaba acontecendo. É impossível sair indiferente de "Marley e Eu", ao acompanhar todas as etapas do relacionamento dos personagens de Jennifer Aniston e Owen Wilson, o longa insere as cobranças externas quanto ao nascimento de um primeiro filho, o choque com a vinda de uma criança ao lar, o conflito entre a realização profissional e o auto-julgamento quanto à capacidade em lidar com a criação de um bebê. Da mesma forma, percebemos como o cão Marley é inserido no seio familiar, se tornando um importante membro dentro de um lar, assim como a pureza do amor proporcionado por um animal.

Owen Wilson sai da apatia habitual e se entrega com afinco à jornada vivida por seu personagem, ainda assim é inevitável afirmar que Jennifer Aniston está excepcional neste longa. A atriz exibe uma competência inigualável oscilando carisma e humanidade aos dramas vividos por sua personagem, enfim Aniston é completa. Como exemplo, uma das melhores cenas do filme, em que sua personagem recebe uma notícia devastadora e a câmera focaliza sua expressão enquanto recebe a mesma de um outro personagem. Aniston é econômica e precisa, não exagera, tendo a perfeita ciência de quando deve manter sua personalidade no terreno da naturalidade, aproximando-a, desta forma, do público, que de cara sente uma enorme identificação com o casal. Alan Arkin surge em uma pequena porém excelente participação.

"Marley e Eu" é um longa leve que certamente agradará boa parte das platéias, o que não é grande surpresa já que o filme possui uma emoção espontânea que envolve qualquer um que se comprometa a assistí-lo. É um longa sobre a vida e sobre como podemos aprender com ela, um conceito simples, mas que mostra-se eficiente quando bem executado. É um longa que deve ser assistido sem implicâncias ou exigências formais, assim como todo longa, creio eu, afinal arte exige subjetividade, sentimentos, e este filme é inebriante neste aspecto.

Prêmio Lumiére 2008 - Indicados - Filmes

Melhor Filme:
Batman - O Cavaleiro das Trevas
Desejo e Reparação
Na Natureza Selvagem
Sangue Negro
Vicky Cristina Barcelona

Prêmio Lumiére 2008 - Indicados - Direção e Roteiros

Melhor Direção:
Woody Allen em "Vicky Cristina Barcelona"
Paul Thomas Anderson em "Sangue Negro"
Christopher Nolan em "Batman - O Cavaleiro das Trevas"
Sean Penn em "Na Natureza Selvagem"
Joe Wright em "Desejo e Reparação"Melhor Roteiro Original:
Woody Allen por "O Sonho de Cassandra"
Woody Allen por "Vicky Cristina Barcelona"
Wong Kar Wai e Lawrence Block por "Um Beijo Roubado"
Kelly Masterson por "Antes que o diabo saiba que você está morto"
Andrew Stanton e Jim Reardon por "Wall-E"Melhor Roteiro Adaptado:
Ben Affleck e Aaron Stockard por "Medo da Verdade"
Paul Thomas Anderson por "Sangue Negro"
Christopher Hampton por "Desejo e Reparação"
Christopher Nolan e Jonathan Nolan por "Batman - O Cavaleiro das Trevas"
Sean Penn por "Na Natureza Selvagem"

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Prêmio Lumiére 2008 - Indicados - Atores I

Melhor Atriz:
Helena Bonham Carter - "Sweeney Todd - O Barbeiro demoníaco da Rua Fleet"
Nicole Kidman - "Margot e o Casamento"
Julianne Moore - "Ensaio sobre a Cegueira"
Julianne Moore - "Pecados Inocentes"
Ellen Page - "Juno"
Melhor Ator:
Daniel Day-Lewis - "Sangue Negro"
Emile Hirsch - "Na Natureza Selvagem"
James McAvoy - "Desejo e Reparação"
Viggo Mortensen - "Um Homem Bom"
Philip Seymour Hoffman - "Antes que o diabo saiba que você está morto"
Melhor Elenco:
"Batman - O Cavaleiro das Trevas"
Christian Bale, Heath Ledger, Aaron Eckhart, Gary Oldman, Michael Caine, Maggie Gyllenhaal, Morgan Freeman.
"Fatal"
Ben Kingsley, Penélope Cruz, Patricia Clarkson, Dennis Hooper, Peter Sarsgaard.
"Margot e o Casamento"
Nicole Kidman, Jennifer Jason Leigh, Jack Black, Zane Pais, John Turturro, Ciarán Hinds, Flora Cross.
"Não Estou lá"
Cate Blanchett, Heath Ledger, Richard Gere, Christian Bale, Marcus Carl Franklin, Ben Wishaw, Julianne Moore, Michelle Williams, Charlotte Gainsbourg, Bruce Greenwood.
"O Sonho de Cassandra"
Ewan McGregor, Colin Farrell, Tom Wilkinson, Hayley Atwell, Sally Hawkins, Claire Higgins, John Benfield.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Prêmio Lumiére 2008 - Indicados - Atores II

Melhor Atriz Coadjuvante:
Patricia Clarkson - "Fatal"
Penélope Cruz - "Vicky Cristina Barcelona"
Jennifer Garner - "Juno"
Natalie Portman - "Um Beijo Roubado"
Vanessa Redgrave - "Desejo e Reparação"
Melhor Ator Coadjuvante:
Christian Bale - "Não estou lá"
Jack Black - "Margot e o Casamento"
Paul Dano - "Sangue Negro"
Heath Ledger - "Batman - O Cavaleiro das Trevas"
Tommy Lee Jones - "Onde os fracos não têm vez"
Melhor Performance Infanto-Juvenil:
Freddie Highmore por "As Crônicas de Spiderwick"
Paulie Litt por "Speed Racer"
Zane Pais por "Margot e o Casamento"
Saoirse Ronan por "Desejo e Reparação"
Kodi Smit-McPhee por "Romulus, Meu Pai"

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Prêmio Lumiére 2008 - Indicados - Categorias Artísticas

Melhor Trilha Sonora Original:
Jonny Greenwood por "Sangue Negro"
Dario Marianelli por "Desejo e Reparação"
Thomas Newman por "Wall-E"
Eddie Vedder por "Na Natureza Selvagem"
James Newton Howard e Hans Zimmer por "Batman - O Cavaleiro das Trevas Melhor Maquiagem:
"Batman - O Cavaleiro das Trevas"
"As Crônicas de Nárnia - Príncipe Cáspian"
"Hellboy 2 - O Exército Dourado"
"Trovão Tropical"
"Sweeney Todd - O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet"
Melhor Figurino:
Jacqueline Durran por "Desejo e Reparação"
Alexandra Byrne por "Elizabeth - A Era de Ouro"
Sandy Powell por "A Outra"
Gabriela Salaverri por "Pecados Inocentes"
Colleen Atwood por "Sweeney Todd - O Barbeiro demoníaco da Rua Fleet"Melhor Direção de Arte:
Sarah Greenwood por "Desejo e Reparação"
Guy Dyas por "Elizabeth - A Era de Ouro"
Jack Fisk por "Sangue Negro"
Dante Ferretti por "Sweeney Todd - O Barbeiro demoníaco da Rua Fleet"
Sarah Greenwood por "A Vida num só Dia"
Melhor Canção Original:
"Falling Slowly" de Glen Hansard e Marketa Irglova - "Apenas uma vez"
"The Hill" de Marketa Irglova - "Apenas uma vez"
"Down to Earth" de Peter Gabriel e Thomas Newman - "Wall-E"
"Another way to die" de Jack White - "007 - Quantum of Solace"

Prêmio Lumiére 2008 - Indicados - Categorias Técnicas

Melhor Edição:
Lee Smith por "Batman - O Cavaleiro das Trevas"
Paul Tothill por "Desejo e Reparação"
Jay Rabinowitz por "Não estou lá"
Jay Cassidy por "Na Natureza Selvagem"
Dylan Tichenor por "Sangue Negro"
Melhor Fotografia:
Wally Pfister por "Batman - O Cavaleiro das Trevas"
Darius Khondji por "Um Beijo Roubado"
Seamus McGarvey por "Desejo e Reparação"
César Charlone por "Ensaio sobre a Cegueira"
Edward Lachman por "Não estou lá"Melhores Efeitos Visuais ou Especiais:
"Batman - O Cavaleiro das Trevas"
"Cloverfield - Monstro"
"As Crônicas de Nárnia - Príncipe Cáspian"
"Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal"
"Speed Racer"Melhor Som:
"Batman - O Cavaleiro das Trevas"
"As Crônicas de Nárnia - Príncipe Cáspian"
"O Incrível Hulk"
"O Procurado"
"007 - Quantum of Solace"Melhor Mixagem de Som:
"Batman - O Cavaleiro das Trevas"
"Homem de Ferro"
"Os Indomáveis"
"Wall-E"
"007 - Quantum of Solace"

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Rapidinhas de final de ano

As filmagens de "Nine", musical estrelar conduzido por Rob Marshall("Chicago"), devem ser encerradas em meados do mês de janeiro do ano que vêm. Na última semana todo o elenco feminino(Nicole Kidman, Penélope Cruz, Judi Dench, Sophia Loren, Marion Cotillard, Kate Hudson e Fergie) e o protagonista Daniel Day Lewis filmaram um dos principais números musicais da trama que envolve todo o elenco.
Muita confusão nos bastidores(imagino como deve ser difícil controlar os ânimos com tanta mulher junta) e a presença de Pedro Almódovar no estúdio, o que deixou muita gente tensa. Almódovar, além de visitar uma de suas maiores musas(Penélpe Cruz), foi conferir o retorno de um de seus maiores ídolos do cinema italiano, Sophia Loren, em cena. Convidado por Rob Marshall, Almodóvar assistiu à gravação do número musical e disse que a produção tem o espírito de Frederico Fellini, cineasta que inspirou a peça da Broadway com o longa "8 e 1/2".
Corrijo um post que publiquei dias atrás comentando sobre "Wicked", musical baseado nos personagens de "O Mágico de Oz" que seria o próximo projeto de Baz Luhrmann("Moulin Rouge!" e "Austrália"). Baz Luhrmann está desenvolvendo um roteiro para a obra literária de F. Scott Fitzgerald que já teve uma versão cinematográfica com Robert Redford e Mia Farrow em 1974, "The Great Gatsby".
"Vou fazer o longa mais rápido que já fiz. Ficaria surpreso se este filme sair em sete anos.", palavras do próprio Baz que é famoso pelo longo período que passa para produzir, filmar e apresentar seus filmes.
Para quem não conhece a história, o filme tem como trama central a fascinação de um homem pelo estilo de vida de seu vizinho, Jay Gatsby. Ele passa a frequentar o mesmo círculo social que Gatsby e de repente acaba sendo testemunha de uma série de eventos trágicos.
Os protagonistas estão na faixa dos 30, portanto não esperem que Baz convoque sua musa Nicole Kidman novamente. Se formos parar para pensar que atores nessa faixa estão muito cotados recentemente, temos Amy Adams ou Kate Winslet para o personagem feminino e Leonardo DiCaprio, James McAvoy ou Jake Gyllenhaal para o personagem masculino. Arriscam algum outro palpite?
O estúdio responsável pela produção provavelmente não será a Fox já que Baz teve uma série de desentendimentos com os chefões devido à estratégia utilizada pelos mesmos para a publicidade de "Austrália" na temporada de premiações, segundo especulam algumas fontes.
Mais um rojão para Baz enfrentar... Que ele adora desafios, isso ninguém pode negar!

domingo, 21 de dezembro de 2008

Prêmio Lumiére 2008 - Nacional - Vencedores

Melhor Filme:
Meu Nome não é Johnny
O longa de Mauro Lima é uma das mais importantes obras da cinematografia atual brasileira. "Meu Nome não é Johnny" trouxe a linguagem pop para o cinema nacional, tradicionalmente conhecido por retratar as mazelas de nosso país. Não que o filme não se preocupe com temas sociais, mas trata-os de maneira original em uma narrativa que apresenta uma das melhores trilhas de nosso cinema. "Meu Nome não é Johnny" é respeitoso, sem ser relapso ou tendencioso, com a trajetória de João Estrela. É um longa urbano, entretém sem ser pedante e extremamente emocionante e criativo. Não há uma só sequência que não prenda nossa atenção. É um longa completo nos faz rir e nos humaniza diante da fragilidade da natureza humana, tendente a erros seja qual for o meio de origem do indivíduo.
Na edição anterior: "Saneamento Básico - O Filme"(2007).
Melhor Direção:
Walter Salles e Daniela Thomas
"Linha de Passe"
Walter Salles e Daniela Thomas possuem uma qualidade rara em trabalhos compartilhados no cinema. Salles e Thomas apresentam harmonia e humildade em seus trabalhos, permitindo que dessa forma a união dos dois renda ótimos frutos, o mais recente "Linha de Passe". As complicações de filmar em São Paulo, a disposição para ouvir seus atores, tornando os mesmos elementos atuantes nos destinos de seus personagens e a sensibilidade inerente à dupla rendem um resultado emocional e reflexivo em "Linha de Passe". Cada opção de Salles e Thomas em cena é tomada com cautela e compreensão de que muitas vezes a narrativa toma vida própria e rumos inesperados, muitas vezes incertos ou inconclusos.
Na edição anterior: Cláudio Assis em "Baixio das Bestas"(2007).
Melhor Roteiro(original ou não):
Mauro Lima e Mariza Leão
"Meu Nome não é Johnny"
Adaptado do livro de Gulherme Fiúza, o roteiro de "Meu Nome não é Johnny" de autoria de Mauro Lima e Mariza Leão é honesto á trajetória de seu personagem, revelando com cuidado aspectos múltiplos da personalidade do personagem principal da história. O roteiro trata de humanizar, desmistificar um personagem que tende a cair em descrédito com facilidade pelo público em virtude de preconceitos tolos e irracionais. Além disso não esquece de destacar as consequências dos atos de João Estrela com ritmo e naturalidade dentro da trama.
Na edição anterior: Jorge Furtado por "Saneamento Básico - O Filme"(2007)
Melhor Atriz:
Letícia Sabatella
"Romance"
Uma única palavra pode definir a interpretação de Letícia Sabatella em "Romance": doçura. A atriz demonstra uma familiaridade e empatia gigantesca com a telona no filme de Guel Arraes, dando vida a uma personagem sonhadora e libertária. Sabatella vive emoções intensas durante o longa e consegue expressá-las de maneira sincera, sem apelações ou truques. A atriz também soube administrar com naturalidade as palavras do roteiro de Guel Arraes e Jorge Furtado, que nas mãos de outra atriz poderiam soar falsas. Letícia Sabatella é pura suavidade, delicadeza e sensibilidade em "Romance".
Na edição anterior: Fernanda Torres por "Saneamento Básico - O Filme"(2007).
Melhor Ator:
Selton Mello
"Meu Nome não é Johnny"
Diria que João Estrela foi um prato cheio para um ator do calibre de Selton Mello. A interpretação de Mello em "Meu Nome não é Johnny" é tão marcante quanto todas as outras participações formidáveis do ator nos cinemas. No filme, Selton Mello soube respeitar o material que tinha em mãos, mas também soube aproveitar a oportunidade para improvisar e dar um ar mais leve a um personagem que por si só já tem uma carga dramática gifantesca. Em "Meu Nome não é Johnny" o ator está ciente dos limites impostos pelo personagem, sem deixar de inserir sua marca. Mello personifica a malandragem, inconsequência e posterior sabedoria e serenidade de João Estrela.
Na edição anterior: Wagner Moura por "Tropa de Elite"(2007).
Melhor Atriz Coadjuvante:
Darlene Glória
"Feliz Natal"
Darlene Glória é um verdadeiro furacão quando surge em cena em "Feliz Natal", filme de Selton Mello. Furacão no pior sentido que a palavra pode ter... Na pele de uma dependente química auto-destrutiva, Glória é capaz de transmitir a dor de sua personagem e sua genuína infelicidade ao constatar que sua família foi completamente destruída. A interpretação de Darlene Glória no filme é ríspida, agressiva, comovente e avassaladora. Glória soube aproveitar a oportunidade que o diretor estreante lhe deu e tornou sua presença impactante e arrasadora.
Na edição anterior: Dira Paes por "Baixio das Bestas"(2007).
Melhor Ator Coadjuvante:
Selton Mello
"Os Desafinados"
Selton Melo é de longe o melhor aspecto de "Os Desafinados" ao encarar um tipo idealista e apaixonado por cinema, o ator vive um cineasta com todas as peculiaridades que um profissional da área pode ter. No melhor momento do longa, seu personagem está filmando seu longa e dá instruções completamente incompreensíveis para seu elenco. Talvez o personagem represente a observação feita por Mello sobre todos os profissionais que já o dirigiram na telona. Em "Os Desafinados", Selton Mello está espirituoso e em perfeita harmonia com o restante do elenco, sem esquecer de deixar seus outros colegas brilharem quando devem brilhar.
Na edição anterior: Caio Blat por "Baixio das Bestas"(2007).